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Dicas de manutenção em condomínios - 10/02/2017

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BOMBAS D’ÁGUA

       São equipamentos imprescindíveis para os condomínios, cuja importância só é percebida em situações de emergência. Basta faltar água potável nas torneiras ou a inundação das áreas subterrâneas pela água das chuvas para descobrir que a bomba d´água é um bem precioso e indispensável, que evita  desconfortos e pode evitar a condôminos e condomínios grandes prejuízos. Sem a bomba, a água potável do reservatório inferior não chega até o superior. Sem a bomba, as águas de infiltrações provenientes do lençol freático do terreno e da chuva não podem ser drenadas e invadem garagens e lojas do subsolo  e o prejuízo é certo. A instalação de bombas d’água está prevista na planta das instalações hidráulicas de todos os prédios.

 Os prédios possuem normalmente os seguintes sistemas de bombeamento de água:

RECALQUE DE ÁGUA POTÁVEL:

São utilizadas para a elevação da água do reservatório inferior para o reservatório superior e são sempre, por exigência de normas técnicas, em número de duas, para evitar o desabastecimento em caso de pane na bomba que está em funcionamento.

Os procedimentos básicos recomendáveis para o bom funcionamento das bombas de recalque são:

1) Efetuar o revezamento sistemático das bombas em períodos pré determinados que, a critério, podem ser diário, semanal ou mensal. Este procedimento evita o desgaste acentuado de uma das bombas e a deterioração da outra,  por falta de operação. Para facilitar o controle do processo de revezamento de bombas, é importante a identificação das bombas com números ( 1 ou 2 ), assim por exemplo, a bomba 1 poderá operar na primeira e terceira semana, enquanto que a bomba  2 poderá operar na segunda e na quarta semana, ou ainda, a bomba 1 nos meses ímpares e a bomba 2 nos meses pares.

Quadros de comando modernos efetuam o revezamento de forma automática a períodos de tempo  programáveis.

2) Realizar manutenção preventiva anual para avaliação de itens como nível de ruídos, vibrações, vazamentos, consumo de energia e o funcionamento de elementos de comando como os automáticos de nível e dos componentes do quadro de comando.

DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIAIS e/ou ÁGUAS SERVIDAS:

  Prédios cujos terrenos apresentam inclinação negativa da frente para os fundos ou que tem área construída abaixo do nível da via pública, são dotados de bombas de drenagem de águas pluviais provenientes do lençol freático e de água da chuva, coletadas nos telhados e demais áreas abertas e direcionadas para a caixa coletora onde ficam instaladas as bombas de drenagem que geralmente são do tipo submersíveis, as quais trabalham totalmente submersas no liquido a ser bombeado.

  Também para a drenagem de águas servidas provenientes do esgoto cloacal dos prédios, são utilizadas as bombas submersíveis, principalmente por possuírem a capacidade de bombeamento de dejetos sólidos juntamente com a água.

Os procedimentos básicos recomendáveis para o bom funcionamento das bombas de drenagem são:

1) Efetuar o revezamento sistemático das bombas em períodos pré determinados que, a critério, podem ser diário, semanal ou mensal. Este procedimento evita o desgaste acentuado de uma das bombas e a deterioração da outra,  por falta de operação. Para facilitar o controle do processo de revezamento de bombas, é importante a identificação das bombas com números ( 1 ou 2 ), assim por exemplo, a bomba 1 poderá operar na primeira e terceira semana, enquanto que a bomba  2 poderá operar na segunda e na quarta semana, ou ainda, a bomba 1 nos meses ímpares e a bomba 2 nos meses pares.

   Quadros de comando modernos efetuam o revezamento de forma automática a períodos de tempo  programáveis e possuem alarme de nível alto que além de avisar sobre a ocorrência de defeitos no sistema de drenagem, aciona automaticamente a bomba reserva, permitindo desta forma ações preventivas ou  corretivas sem a ocorrência de alagamento de áreas subterrâneas do condomínio.

Para uma maior eficiência, recomenda-se que o alarme de nível alto seja instalado em ponto de vigilância permanente como por exemplo a guarita do prédio.

2)Realizar manutenção preventiva anual para avaliação de itens como nível de ruídos, vibrações, vazamentos, consumo de energia e o funcionamento de elementos de comando como os automáticos de nível e dos componentes do quadro de comando.

3)Realizar a limpeza periódica das caixas coletoras secundárias e das tubulações que conduzem a água até a caixa coletora principal, onde são instaladas as bombas.

As caixas coletoras principais devem ser limpas anualmente para evitar que as bombas sejam obstruídas pelo lodo que se forma no fundo das mesmas.

SISTEMA DE COMBATE A INCÊNDIO COM REDE DE HIDRANTES OU DE MANGOTINHOS:

  O Sistema de Combate a Incêndio tem a função de promover o deslocamento da água pela tubulação , conferindo-lhe a energia cinética necessária para  atingir o foco de incêndio a uma determinada distância, com a vazão e a pressão adequada ao processo.

   Compõe-se do reservatório de água, também denominado de reserva técnica de incêndio, e de uma ou mais bombas de incêndio, dependendo da classificação do risco de incêndio, sendo normalmente são dimensionadas de acordo com a norma NR 13714 – Sistemas de combate a incêndio por hidrantes ou por mangotinhos, ou obedecendo aos códigos estaduais ou  municipais de proteção contra incêndio.

  O sistema operado por bombas, quando abastecido por reservatórios instalados no nível térreo ou subsolo, é formado por duas bombas, a BOMBA PRINCIPAL ou BOMBA DE INCÊNDIO, e a BOMBA JOCKEY ou bomba de PRESSURIZAÇÃO.

 A bomba PRINCIPAL tem a função de abastecer os hidrantes quando utilizados, enquanto que a bomba JOCKEY tem a função de manter o sistema pressurizado e repor perdas de pressão provenientes de pequenos vazamentos, mantendo a pressão da rede dentro de uma faixa de pressão pré-ajustada em seu respectivo pressostato, o qual é o elementos sensor de pressão, instalado na tubulação, responsável pelo comando automático para acionar e desacionar a bomba JOCKEY. A bomba PRINCIPAL será acionada automaticamente pelo comando de seu pressostato porém seu desacionamento só poderá ser efetuado de forma manual através de botoeira existente no painel de comando instalado na casa de bombas, ou de painel remoto instalado em local de vigilância permanente.

   Em sistemas de combate a incêndio em locais de alto risco, poderá ser acrescentada mais uma bomba denominada de BOMBA PRINCIPAL AUXILIAR que entrará em funcionamento SEMPRE QUE A bomba principal não suprir a demanda devido ao alto número de hidrantes em utilização. A BOMBA AUXILIAR poderá ser equipada com motor a combustão interna para garantir o funcionamento do sistema em qualquer situação.

   Quando o sistema for alimentado por um reservatório localizado na cobertura do prédio, é composto por uma única bomba denominada BOMBA DE REFORÇO DE REDE, cuja função é reforçar a pressão dos hidrantes dos dois últimos andares. A pressão nos hidrantes dos demais andares é fornecida pela pressão da coluna d’água existente na tubulação. Neste caso, o elemento de comando responsável pelo acionamento automático da bomba de REFORÇO, é a válvula de fluxo ou fluxostato, instalado na tubulação de recalque da bomba, enquanto que o desacionamento só poderá ser efetuado de forma manual através de botoeira existente no painel de comando instalado na casa de bombas, ou de painel remoto instalado em local de vigilância permanente.

Os procedimentos básicos recomendáveis para o bom funcionamento das bombas de combate a incêndio são:

1)Instalação em local protegido e apropriado e de fácil denominado CASA DE BOMBAS, mantendo-as protegidas e em bom estado, e em condições de entrar em operação imediata quando necessário. A CASA DE BOMBAS deve possuir iluminação de emergência autônoma.

2)Alimentar as bombas de combate a incêndio com ramal exclusivo, derivando antes da chave geral do prédio, garantindo que a bomba continue alimentada mesmo após o corte de energia elétrica do prédio, procedimento recomendado em caso de sinistro, para proteção pessoal.

  Caso o prédio seja dotado de GRUPO GERADOR DE ENERGIA ELÉTRICA, o ramal de alimentação das bombas de combate a incêndio poderá ser alimentado por este, devendo haver no entanto uma chave automática de transferência de carga, que transfira  o ramal das bombas da rede da concessionária para a rede do gerador, sempre que houver corte de energia elétrica na rede da concessionária.

3)A fiação do ramal de alimentação do prédio deve ser instalada no interior de eletrodutos de ferro e passar por locais protegidos visando garantir a integridade da mesma em caso de incêndio.

4)Realizar testes periódicos para certificar-se do perfeito funcionamento do sistema como um todo, observando os procedimentos recomendados em norma.

5)Realizar manutenção preventiva anual nas bombas de combate a incêndio para avaliação de itens como nível de ruídos, vibrações, vazamentos, consumo de energia e o funcionamento de elementos de comando como os pressostatos, chaves de fluxo, alarme e dos componentes do quadro de comando.

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